Escadas rolantes e elevadores fora de serviço no Metro?

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Quem já chegou a uma estação de Metro e se deparou com escadas rolantes ou elevadores ou ambos avariados?

Provavelmente todos nós, utilizadores deste meio de transporte.

Para além dos óbvios inconvenientes, não deixo de pensar nos utentes com mobilidade reduzida, ou numa cadeira de rodas, ou com carrinhos de bebé, ou mais velhos com claras dificuldades em subir tantos lanços de escadas. Para estas pessoas quando existem estas falhas não existe possibilidade de chegar ao destino usando este meio de transporte.

Li este artigo na Mensagem de Lisboa. Ali é referido um conjunto de dados, como o número existente de estações e a quantidade de escadas rolantes e elevadores nelas existente, intervenções e investimentos programados, a estação Baixa-Chiado em particular, etc. Não vou repetir, pelo que aconselho a sua leitura.

Onde eu quero chegar, é à discussão ‘contratos de concessão para manutenção vs. manutenção realizada pelos trabalhadores’.

Actualmente, a manutenção destes equipamentos é feita por outsourcing. Foi no final da década de 1990 que se iniciou esta prática. Até então, a manutenção era realizada por trabalhadores especializados do Metro, inclusivé iluminação e tudo o que dela necessitasse.

Por altura da Expo98 e novas estações, estas já vinham com contratos de manutenção associados. É certo que não houve despedimentos. Este foi um processo gradual, aproveitando a chegada dos trabalhadores à idade de reforma e a ausência de novas contratações.

«Temos a convicção de que [seria prestado] muito melhor serviço público aos utentes se as manutenções se fizessem por pessoal qualificado do Metropolitano de Lisboa»

Carlos Macedo (STMETRO)

A minha questão é: não seria preferível a manutenção de trabalhadores para este efeito, mesmo com mais contratações visto o aumento do número destes equipamentos face à existência de mais estações, ao invés do outsourcing?

É que a concessão a entidades externas deste serviço de utilidade pública acarreta vários inconvenientes, a meu ver, desde já, o tempo de espera para efectivar os concursos públicos, o tempo de espera que a entidade vencedora do concurso leva a encomendar os materiais de reparação necessários, sim, porque não é prática fazerem stock. E a repetição disto tudo quando acaba o contrato e se lança novo concurso.

Se a manutenção destes equipamentos fosse feita pelos próprios profissionais qualificados, internamente, do Metropolitano, a resolução destes problemas não seria mais rápida e mais directa lesando menos os utentes?

Parece que na carta do cliente do Metropolitano consta o seguinte:

«Assegurar que os equipamentos existentes nas estações – designadamente elevadores, escadas e tapetes rolantes, equipamentos de venda e canais de acesso – se encontram em perfeitas condições de funcionamento, promovendo, quando tal não aconteça, a respetiva reparação no menor espaço de tempo possível».

Carta do Cliente

Delegar a empresas exteriores este compromisso, não me parece a melhor maneira de o honrar.

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António Lourenço
António Lourenço
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10 meses atrás

Em 2016 já era noticia no DN....

https://www.dn.pt/portugal/passageiros-ja-acham-normal-constantes-avarias-no-metro-de-lisboa-5076535.html

18 de Novembro:

https://amensagem.pt/2021/11/18/metro-lisboa-escadas-rolantes-elevadores-fora-de-servico-avariados-problema-responsabilidade-contrato-manutencao-mobilidade/

Básicamente aqui temos o "mercado" a funcionar, liberalismo no seu melhor...
Em vez de termos assistência técnica do próprio Metro... "Não... vamos liberalizar....que gasto enorme o metro é para transportar não é para arranjar.... para isso abrimos concursos em que o preço mais baixo é o escolhido logo a assistência é de menor qualidade...."

Ainda por cima desde os tempos da troika que uma das primeiras coisas em que cortaram foi na manutenção, não só do material circulante (comboios) mas também das estruturas de apoio.
"És idoso ?! Tens Mobilidade Reduzida ?!" Azar....

A Têndencia não é melhorar....

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